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Sílvio Humberto chama atenção para o trabalho de rifeiras

Atualizado: 17 de nov. de 2021

"Caderninho na mão sob forte sol e muita labuta para conseguir um trocado", comenta Silvio Humberto sobre o trabalho das rifeiras


 

O vereador Sílvio Humberto (PSB) usou as redes sociais para chamar atenção para uma forma de trabalho que tem tomado as ruas da capital baiana: as rifas. No post, o edil disse estar preocupado com a forma em que as pessoas têm sobrevivido. “Salvador é uma cidade em que muito se trabalha e pouco se ganha, a exemplo das rifeiras, que sobem e descem sob sol e chuva, em busca de um trocado nessa Salvador desigual”, alertou.

Em bairros populares e periféricos de Salvador é possível visualizar a movimentação de pessoas com a abordagem típica das rifas: oferta de números em troca de prêmios. “Com um caderninho em mãos, nossa juventude, sobretudo as mulheres, seguem durante dias para lá e para cá, na labuta para conseguirem um trocado para sobreviverem”, pontuou.

Segundo Humberto, a pandemia não pode ser usada como justificativa de um problema anterior, o desemprego, que segundo dados apresentados pelo IBGE por meio da PNAD Contínua, aponta o aumento na taxa de desocupação de 17,5% nos três primeiros meses de 2020, bem acima dos 15,2% verificados no 4º trimestre de 2019 e da taxa do 1º trimestre do ano passado (15,8%), o que coloca Salvador em destaque no ranking de desocupação entre as capitais, da 3ª posição no ano de 2019 para a 2ª posição nos primeiros três meses de 2020, abaixo apenas de Manaus (AM), que tem 18,5%.

“A pandemia acentuou os problemas, ela não os criou. O desemprego em Salvador é absurdo. Nossos jovens se viram em cima de motos, em bancas de frutas, com rifas, dentre outros trabalhos informais de muita exposição e, que não garantem sequer o pão na mesa todos os dias. O Estatuto da Igualdade Racial - relatado pelo edil e aprovado há mais de um ano na Câmara - sugere uma série de políticas para geração de Emprego e Renda, mas até o presente momento não foi sancionado pela prefeitura”, afirmou. Sobre as possibilidades e perspectivas para a gestão deste problema, Humberto é enfático: “A Prefeitura precisa garantir o acesso dessas pessoas em cursos de capacitação profissional. Ninguém se torna rifeiro(a) por uma escolha, mas por uma condição imposta por uma sociedade. Capacitar essas pessoas é estender a oportunidade de mudar o curso da própria história”, finalizou.

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