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Sílvio Humberto considera leilão do Arquivo Público uma concessão à nova ordem escravagista

O edil considera um retrocesso em pleno Novembro Negro


O vereador Sílvio Humberto manifestou descontentamento com a notícia de leilão do imóvel do Arquivo Público do Estado da Bahia – Apeb, localizado na Baixa de Quintas. Segundo informações do site do leilão, o penhor está relacionado a uma ação judicial que cobra dívidas da antiga Bahiatursa, atualmente Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia.


“É um verdadeiro atentado contra a memória do povo brasileiro e o patrimônio histórico arquitetônico nacional. Um lugar onde pesquisadores e pesquisadoras desvelaram incontáveis segredos internos da nossa História, retomaram os personagens e o protagonismo das nossas lutas contra a escravidão”, salienta o edil.


O imóvel que abriga o Apeb é tombado Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1949, passou a funcionar como arquivo em 1980 e desde então está entre as maiores instituições arquivistas do mundo, sendo o segundo maior do Brasil, ficando atrás apenas do Arquivo Público do Estado de São Paulo – Apes.


Humberto avalia que a preservação do Arquivo Público é uma resistência às tentativas de silenciamento tão marcantes no cotidiano. “Não perderemos para a "nova" ordem escravagista moderna, a especulação imobiliária. Resistiremos, inspirados nos ideais de Búzios, nos aquilombamos e nas diversas manifestações de repúdio. É preciso suspender de forma definitiva e imediata esse leilão”, defende.


De acordo com o site responsável pelo leilão, que será realizado de forma online, o lance inicial é de R$ 5 milhões. O imóvel é avaliado em R$ 12.575.829,62.

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